Apresentação

 Eu me baseio na relação entre objetos mundanos e objetos totalmente institucionalizados. Estou interessado em tornar tudo isso desnivelado, sem uma hierarquia presente.

 – Paulo Nimer Pjota 

O trabalho de Paulo Nimer Pjota se desenvolve a partir da natureza de fenômenos originados coletivamente. Sua pesquisa e prática se concentram num estudo profundo sobre um tipo de iconografia popular que só pode se desenvolver por meio de processos complexos operados por incontáveis mãos. Podemos então pensar sua produção como a representação de um diálogo plural e agitado, cujos entendimentos estão sempre em transformação, percorrendo múltiplos fluxos de consciência.

O artista usa como suporte, em regra, grandes telas, sacos e chapas de metal. A maior parte desses materiais são encontrados em depósitos de dejetos para então passarem por processos de negociação e deslocamento. As peças escolhidas, naturalmente, chegam com as inscrições de outros tempos e usos, de maneira que criam um primeiro terreno — gráfico e espiritual — para o que irá ganhar forma nessas superfícies. A partir daí cria fábulas globais na tensão entre a liberdade da escolha aleatória e a precisão de uma meticulosa composição, conjugando representações numa constelação de corpos suspensos. É quando a história da arte vai lado a lado com cultura de massa; cânones universais com banalidades cotidianas;  símbolos universais com temas regionais.

Seu interesse é, sobretudo, pelos mecanismos e processos que produzem, editam e difundem manifestações humanas numa época de internet e ultra comunicação. Por meio de ritmo, rima e repetição vêm à tona imagens que indexam as percepções comuns de um planeta globalizado e que, consequentemente, expõem suas profundas desigualdades. Com efeito, torna-se possível questionar a forma como formulamos informação e distribuímos nossos afetos, reconfigurando nossas sensibilidades para com o que nos cerca e promovendo possibilidades de interação social antes impensáveis.

Paulo Nimer Pjota (São José do Rio Preto, 1988) vive e trabalha em São Paulo.

Suas exposições individuais recentes incluem Na Boca do SolMendes Wood DM, Nova York (2024); Do cômico e do trágico, Mendes Wood DM, São Paulo (2023); Every Empire Breaks Like a Vase, The Power Station, Dallas (2021); The history in repeat mode — image, Mendes Wood DM, Bruxelas (2017); The history in repeat mode — symbol, Maureen Paley / Morena di Luna, Hove (2017); Paulo Nimer Pjota, Centro Cultural São Paulo, São Paulo (2012).

Suas obras também foram inclusas em mostras coletivas institucionais como 38º Panorama de Arte Brasileira: 1000°, Museu de Arte Moderna (MAM-SP), São Paulo (2024); Private Passion - New Acquisitions in the Astrup Fearnley CollectionAstrup Fearnley, Oslo (2019); Trouble in ParadiseKunsthal Rotterdam, Rotterdam (2019); Sea of DesireFondation Carmignac, Porquerolles (2018); Going it is own way, KRC Collection, Voorschoten (2018); The Marvellous CacophonyBiennal of Contemporary Art Belgrade, Serbia (2018); O Triângulo Atlântico11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre (2018); Painting |or| NotThe KaviarFactory, Lofoten (2017); Soft PowerKunsthal KAdE, Amersfoort (2016); 19º Sesc_Videobrasil, São Paulo (2015); Here ThereQatar Museums – Al Riwaq, Doha (2015); Imagine BrazilAstrup Feranley Museet, Oslo (2013) / DHC/Art Foundation for Contemporary, Montreal (2015); 12 Biennale de Lyon, Lyon (2013).

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  • In the studio: Paulo Nimer Pjota

    Julho 5, 2023
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