Apresentação

A categoria arte é construída descolada de qualquer possibilidade de vida [...] Então, estes locais de arte − museus e galerias, instituições que se constroem justamente como uma experiência museológica de retirar, de limpeza, de apagamento e de uma vida estática −, quando se encontram com a minha obra e outras obras, vivem uma crise não só estética, mas uma crise histórica. Minha obra é viva.

– Castiel Vitorino Brasileiro

“[Castiel] vive a Transmutação como um designo inevitável. Dribla, incorpora e mergulha em sua ontologia Bantu. Assume a cura como um momento perecível de liberdade. Estuda e constrói espiritualidade e ancestralidade interespecífica.”

Artista, escritora e psicóloga, seus trabalhos transcendem de uma dupla dimensão: da cura nos campos existencial e corporal, e da reterritorialização do corpo e dos espaços em que circula e os quais habita. Sua obra articula-se entre performance, vídeo, fotografia, instalação, situação e práticas pictóricas, transitando num espectro aberto entre tradições comuns ao campo da arte, da cura, do encontro, da macumba e da dimensão psíquico-espiritual. Suas ideias-imagens, magnéticas e estonteantes, trazem alta intensidade energética, provocando deslocamentos cognitivos que diluem dicotomias entre cultura e natureza, e desautorizam as estruturas que racializam e sequestram a fluidez das experiências. Seus atos dão nome aos traumas, para que tomem rumo.

Entrelaçando saberes diversos, sugere trocas e torções de todas as ordens. E, dessas práticas, emergem movimentos de um ritual próprio, mobilizados pela astúcia da língua, pela ginga da cintura e pelo cuidado da alma. Da sua inventividade elementar para corpos e transes esotéricos, transcorrem ações e vibram elementos daqui e de lá.


– Germano Dushá

Exposições individuais recentes incluem Remember when we talked about meeting again, Mendes Wood DM, Nova York (2022); O Trauma é brasileiro, Galeria Homero Massena, Vitória (2019). Exposições coletivas incluem Coreografias do Impossível, 35ª Bienal de São Paulo, São Paulo (2023); Third World: The Bottom Dimension, Serpentine Gallery, London (2023); Social Fabric: Art and Activism in Contemporary Brazil, Visual Arts Center at the University of Texas, Austin (2022); 4+3=1, SAVVY Contemporary, Berlim (2022); Atos Modernos, Pinacoteca de São Paulo, São Paulo (2022); Eclipse, Hessel Musem of Art, Nova York (2021); Crônicas Cariocas, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro (2021); LA PISADA DEL ÑANDÚ (O CÓMO TRANSFORMAMOS LOS SILENCIOS), La Virreina Centre de la Imatge, Barcelona (2021); Enciclopédia Negra, Pinacoteca de São Paulo, São Paulo (2021); 11th Berlin Biennial of Contemporary Art, Berlim (2020).
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