Tento, no meu trabalho, que o assunto se torne uma linguagem.
– Luiz Roque
Atraído pelo poder da imagem e, em particular, pelas sensações advindas do sentido da visão, o trabalho de Luiz Roque atravessa diferentes territórios, como o gênero da ficção científica, o legado do Modernismo, a cultura pop e a biopolítica queer, a fim de reconciliar narrativas engenhosas e visualmente sensuais. A plasticidade das alegorias utilizadas pelo artista em seus filmes nos leva ao atual conflito entre os avanços tecnológicos e as relações de poder micro e macro na contemporaneidade.
As obras de Roque habitam um espaço entre o cinema, a arte e a teoria crítica — todos eles dentro do escopo da disputa política, que é ao mesmo tempo real e imaginária. Além disso, suas produções comentam as condições dissociativas do ser entre a latência da vida e as respectivas definições burocráticas. Elas combinam o esplendor da ficção científica — como dispositivo de disseminação de hipóteses — com elementos da linguagem cinematográfica para nos apresentar cenários de tensão social e complexos debates públicos.
Luiz Roque (b. 1979, Cachoeira do Sul, Brazil) lives and works in São Paulo.
Suas exposições individuais recentes ocorreram em Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo (2026); TONO Festival, Cidade do México (2025); KW Institute for Contemporary Art, Berlim (2024); PROA21, Buenos Aires (2022); Visual Arts Center, Austin (2021); Pivô, São Paulo (2020); CAC Passerelle, Brest (2020); New Museum, Nova York (2019); Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), Niterói (2018); Tramway, Glasgow (2017).
Adicionalmente, Roque participou em exposições coletivas em Busan Biennale 2026, Museum of Contemporary Art Busan (MoCA), Busan (2026); RADIUS, Center for Contemporary Art and Ecology, Delft (2025); MASP, São Paulo (2025); CCS Bard, Hessel Museum of Art Bard College, Red Hook (2025); PORTIKUS, Frankfurt (2023); 12th Gothenburg Biennial, Gothenburg (2023); The Museum of Modern Art in Warsaw, Varsóvia (2023); 59th International Biennale di Venezia, Veneza (2022); MALBA, Buenos Aires, Argentina (2022 – 2026); Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), São Paulo (2019); 1st Riga Biennial, Riga (2018); 32nd Bienal de São Paulo, São Paulo (2016); Padiglione d’Arte Contemporanea, Milão (2018); Museum of Modern Art PS1 (MoMA PS1), Nova York (2016); David Roberts Art Foundation (DRAF), Londres (2015); Kunsthalle Karlplatz, Viena (2014); 9th Mercosul Biennial, Porto Alegre (2013).
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