A exposição no Kölnischer Kunstverein reúne obras de trinta e cinco artistas e cineastas. Muitas delas caracterizam-se por um tom ambíguo, por vezes melancólico, sugerindo uma afinidade distante com a atmosfera contida da pintura flamenga. Outras obras são marcadas por um humor sutil e um vocabulário formal cuja estética rude e frágil pode ser descrita como fragmentária, enigmática e, por vezes, surreal.
Certas abordagens artísticas também evocam práticas situacionistas: a “construção de situações” como forma de revolução cotidiana, ou a deriva, o princípio situacionista de vagar deliberadamente de acordo com uma lógica autodeterminada, permanecem mais do que mera teoria em Bruxelas. Seus traços, traduzidos para o presente, aparecem em uma atitude artística que não considera a cidade como um palco fixo, mas sim como um espaço de experiência para o desvio, a deriva e a apropriação.
