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01/08 - 22/08 2020

d'Ouwe Kerke
Dorpsstraat 16
4525 AH Retranchement
Holanda
De quarta a domingo, das 11 am - 6 pm
ou com marcação prévia: +32 (0) 2 502 09 64

Uma seleção de obras de artistas internacionais do portfólio da Mendes Wood DM se encontra em exibição em uma igreja do século XVII, situada no idílico vilarejo holandês de Retranchement, na fronteira com a Bélgica. Localizada a uma pequena distância de bicicleta de Knokke, a famosa cidade de praia belga na qual galerias e instituições de arte organizam eventos culturais e exposições ao longo do verão europeu, Yellow Opening [Abertura Amarela] oferece aos seus visitantes a oportunidade de descobrir o universo da Mendes Wood DM. A mostra empresta o nome de uma tela monumental do artista Matthew Lutz-Kinoy, que foi colocada logo em frente ao altar. Fazendo face à essa obra teatral, no outro lado da igreja, vemos um segundo trabalho de larga escala do mesmo pintor, intitulado Pink Opening [Abertura Rosa]. Entre o enquadramento fornecido pela dupla de sublimes e quase vivenciais telas de Lutz-Kinoy, uma coletânea eclética de trabalhos assume as paredes e o chão da igreja, imbuída de luz natural.

As paisagens meditativas e introspectivas de Lucas Arruda caem como uma luva na atmosfera silenciosa, mas emocionalmente carregada da edificação que já foi um dia dedicada ao louvor religioso. O silêncio é desafiado pela visão de uma poderosa escultura inédita do artista britânico Michael Dean, um monólito azul de concreto armado em escala humana. Por sua vez, a obra de Dean é desafiada por uma escultura ainda maior da artista brasileira Sonia Gomes, parte da sua série Raiz, composta de vários tecidos, rendas e madeira. 

Diversas conversas e dicotomias podem ser traçadas ao longo de toda a exposição. Por exemplo, uma nova série de guaches delicados com cores vibrantes do artista brasileiro Paulo Monteiro contrasta com as esculturas de parede bulbosas e orgânicas de Solange Pessoa. As pequenas e góticas esculturas de Giangiacomo Rossetti, inspiradas em cenas do livro de Hans Holbein, A dança da morte, divergem do trabalho em larga escala de Paulo Nimer Pjota, que traz referências tanto da antiguidade quanto da cultura contemporânea das ruas. Enquanto isso, as pinturas figurativas, mágicas e poéticas de Antonio Obá, pequenos retratos de crianças, da sua nova série Crianças do Paraíso, são exibidas pela primeira vez.


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