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20/08 – 05/11 2022

FUTURISMO apresenta trabalhos inéditos de Dalton Gata, Paolo Salvador, Manuel Solano e Richard Kennedy. A mostra combina várias temporalidades à medida que os artistas exploram e entrelaçam temas como transformação e emergência, memória e identidade. Os trabalhos exibidos incluem pintura, escultura e vídeo, e geram, por um lado, impulso e propulsão em direção ao futuro e, por outro, reconhecem que todo projeto especulativo aproveita elementos reciclados das nossas histórias culturais, mediados por experiências pessoais.

A figura adormecida em Aquí duermes (2022) é iluminada por um céu rosa pálido. A direção e as curvas dos membros aparecem espelhadas na figura felina, sugerindo que o humano é protegido pelo animal. Nos trabalhos de Paolo Salvador, o conhecimento é representado em sua forma material, como um animal. Os companheiros habitam um espaço limiar abaixo do horizonte – o felino incorpora uma sabedoria que serve de guia para a figura humana, talvez direcionando-a por uma rota até o horizonte.

Os trabalhos em larga escala de Dalton Gata visualizam um “pluriverso” que existe para além do limiar. Suas pinturas suntuosas estão injetadas com energia, povoadas de personagens extraídos de sua vida pessoal e também da cultura popular, rodeados por densas paisagens. Por meio das cores e dos detalhes, o espectador é instigado a penetrar nos espaços híbridos de Gata, nos quais o antropoceno é desestabilizado.

Explorando também as nuances da identidade e da pluralidade, Manuel Solano examina o papel da memória na subjetividade e nas histórias coletivas. Seus vídeos e pinturas brincam com a composição de um retrato autoficcional. Fazendo referência tanto às histórias pessoais quanto à cultural popular, a produção de Solano combina sua visão de hoje com uma investigação do passado, resultando na construção de um novo arquivo para o seu eu do futuro.

Ao combinar história da arte ocidental, cultura e tradições populares, as pinturas inéditas de Richard Kennedy materializam uma prática performativa e lírica por meio de marcas gestuais de tinta acrílica que incorporam textos dos seus libretos. A paleta de cores vibrantes e as texturas circulantes típicas de Kennedy são cortadas e transformadas em longas tiras que são, despois, costuradas de volta. O trabalho é, literalmente, descontruído para ser reinstalado sob novos termos – fazendo uso da tradição popular da tecelagem e sugerindo uma estratégia de mixagem, em referência à história da música. Os trabalhos resultantes são reminiscências do afrofuturismo abstrato. Embasadas em histórias afro-americanas, as dinâmicas pinturas abstratas de Kennedy tratam de transformação e renovação.

FUTURISMO apresenta trabalhos especulativos e transformativos que abordam e respondem a sensações de incerteza e desconhecimento. A exposição examina influências subcutâneas do meio ambiente, da cultura e da história, invocando o neossurrealismo, o pensamento mágico e o afrofuturismo para, assim, trazer à tona visões fantásticas de mundos futuros.

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