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09/06 - 30/07 2022

A Mendes Wood DM tem o prazer de apresentar a segunda exposição do artista japonês Kishio Suga.  
 
Kishio Suga é um dos pioneiros em instalação site specific, assemblage e performance. No final dos anos 1960 e na década de 1970, Suga foi amplamente aclamado pela crítica como um dos principais integrantes do movimento que ficou conhecido como Mono-ha (Escola das Coisas), um grupo informal de artistas que produzia instalações efêmeras a partir de materiais naturais e industriais. Suga busca expor a realidade das mono (coisas/ materiais) e das jōkyō (situações) nas quais essas coisas estão situadas. Ao longo de sua carreira, o artista publicou diversos e influentes ensaios teóricos. Ao mesmo tempo em que continuava a desenvolver novos trabalhos nos anos 1980, Suga trabalhou em novas versões de instalações anteriores, questionando noções de originalidade e permanência ao adaptar suas escalas e seus componentes às condições dos novos espaços. No final dos anos 1990, Suga obteve reconhecimento como artista individual e foi tema de uma retrospectiva que partiu do Museu de Arte Contemporânea da Cidade de Hiroshima para vários outros museus japoneses entre 1997 e 1998, seguida de uma mostra individual com trabalhos inéditos no Museu de Arte de Yokohama, em 1999.  

A exposição na Mendes Wood DM se concentra em assemblages produzidas entre os anos 1970 e 1990, mapeando o desenvolvimento da produção de Suga ao longo das cruciais três primeiras décadas de sua trajetória artística. Assim como as instalações, essas assemblages em pequena escala, feitas de madeira, metal, massa, galhos, fios, papel, pedra e tinta, são composições descontruídas com precisão para revelar as propriedades inerentes de cada material constituinte. Vários trabalhos de parede feitos com papel, das décadas de 1970 e 1980, também se encontram em exibição na galeria, em diálogo com Periferia do Espaço (1980), uma instalação de chão concebida com papel e pedras. Exibida pela primeira vez em Kobe em 1980, Periferia do Espaço era composta de um anel de papel pardo enrolado e colocado no chão, com pedras dispostas em intervalos precisos dentro e fora do círculo, bem como nas dobras do próprio papel. Suga refez esse trabalho pela primeira vez em sua retrospectiva na Fundação Pirelli HangarBicocca, em Milão, em 2016, quando a instalação foi expandida para corresponder às dimensões cavernosas do museu. A terceira versão, em Bruxelas, marca um retorno para uma escala mais íntima e doméstica.  
 
A presente mostra coincide com a publicação de Kishio Suga: Writings, vol. 1, 1969–1979 (Skira Editore, Blum & Poe e Mendes Wood DM). Com edição de Andrew Maerkle, Ashley Rawlings e Sen Uesaki, o livro é o primeiro de uma ambiciosa antologia de três volumes que torna acessível em inglês, pela primeira vez, o pensamento de Suga como um abrangente corpo de trabalho.  
 
 

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