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Artistas participantes: Jean Claracq, Clément Courgeon, Joséphine Ducat-May, Nathanaëlle Herbelin, Johan Larnouhet, Maëlle Ledauphin, Pierre Seiter, Raphael Sitbon, Thomas Cap de Ville e Miranda Webster.

A Mendes Wood DM Bruxelas tem o orgulho de apresentar Il faudrait que je me calme, uma exposição coletiva com curadoria dos artistas Nathanaëlle Herbelin e Jean Claracq.

Com trabalhos que vão de pinturas – naturezas-mortas e retratos – a fotografias, gravuras, esculturas e performances, Il faudrait que je me calme destaca as noções de coletividade e colaboração. Herbelin e Claracq selecionaram oito jovens formados na França, que fazem parte do mesmo círculo social e artístico dos dois curadores, para dividirem o espaço expositivo com eles.

Reagindo contra um sistema de galerias de arte que, com frequência, mostra-se repressor, restritivo e exclusivamente voltado ao mercado – que, normalmente, favorece apenas um punhado de artistas mais cobiçados –, Herbelin e Claracq almejam abrir as portas para vozes múltiplas – para artistas jovens e em começo de carreira. “Artistas conhecem outros artistas mais do que ninguém”, diz Herbelin, “e isso nos coloca na melhor posição para sermos curadores de uma mostra como esta. Artistas são muito generosos uns com os outros e isso é muito importante”.

O título da exposição, que significa “Eu deveria me acalmar”, reflete, de maneira bastante aberta, várias das ideias contempladas por Herbelin e Claracq durante a seleção dos artistas e de seus trabalhos. “Nós pensamos nesse título porque vários dos artistas estão, de alguma forma, resistindo ao ritmo do mundo da arte, algo que é muito inspirador para nós. Ao mesmo tempo, vários trabalhos, por exemplo, a natureza-morta e as paisagens, têm qualidades meditativas e contemplativas. Também queríamos, de alguma forma, reconhecer a condição global atual, da qual esses artistas pareceram estar totalmente fora, o que é uma coisa rara”, explica Herbelin. “O título é como uma daquelas frases que você repete para si mesmo quando está com pressa”, acrescenta Claracq, “eu acho que há uma profusão de artistas que estão reagindo de modos diferentes a este mundo, mas sempre com muito cuidado e pertinência, que é uma perspectiva bem diferente da raiva”.

Jean Claracq (n. 1991, França) vive e trabalha em Paris, França.

Os trabalhos de Jean Claracq refletem sobre as noções corriqueiras de solidão e alienação na era digital, trazendo figuras jovens ou adolescentes sob o pano de fundo de uma arquitetura fria e rígida. Pintadas com tinta a óleo sobre madeira, de forma bastante meticulosa, sua obras geram uma estranha combinação de imagens encontradas, que emprestam ao mundo silencioso e impessoal do fazer artístico uma visão intensamente pessoal sobre o mundo em que vivemos.

Exposições individuais recentes de Claracq incluem: Jean Claracq, FIAC Hors les Murs, Musée Delacroix, Paris (2021); Jean Claracq, Galerie Sultana, Paris (2021); e Open Space #7 Jean Claracq, Fondation Louis Vuitton, Paris (2020).

Entre as exposições coletivas encontram-se, entre outras, a Bienal de Arte Contemporânea de Lyon (2022); Boys Don’t Cry, Le Houloc, Aubervilliers (2020); J’aime, je n’aime pas, Galerie EIGEN + ART, Leipzig (2020); Collection Agnès B, La Fondation Agnès B, Paris (2020); Umbilicus, Galerie Sultana, Paris (2019); Les fleurs de l’été sont les rêves de l’hiver racontés le matin à la table des anges, Praz-Delavallade, Paris (2019); Futures of Love, Magasins Généraux, Pantin (2019); Mais pas du tout, c’est platement figuratif! Toi tu es spirituelle mon amour!, Jousse Entreprise, Paris (2019); Artagon IV, Heading East, Magasins Généraux, Pantin (2018); Félicita 18, École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris, Paris (2018); e 100% Beaux-Arts, Grande Halle de La Villette, Paris (2018).

Em 2017, Claracq completou um MFA na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris. Em 2018, recebeu o prêmio 2éme Prix Antoine Marin e o Prix de Peinture Roger Bataille. Em 2021, foi pré-selecionado para o prêmio Prix Jean-François Prat.

Clément Courgeon (n. 1997, França) vive e trabalha em Paris, França.

A produção artística de Clément Courgeon entrelaça complexas narrativas inspiradas em sua pesquisa sobre o folclore ocidental e os rituais associados ao carnaval. “Meu trabalho é uma toca, um altar do absurdo. Ele trata do encontro de várias mídias: fotografia, performance, pintura,  figurino e acessórios. Essas mídias se fundem, formando um envelope que ativa a minha performance”, escreve Courgeon sobre a sua prática. Courgeon, um artista formado na Beaux-Arts de Paris, irá apresentar a performance Luc Baylette Colporteur et Collecteur, que foi previamente realizada na Fondation Pernod Ricard em 2021.

“O ambulante carrega objetos e história. Fala alto, de modo que a erupção e o barulho se fazem possível graças ao seu figurino, que dá a ele a possibilidade de se expressar em frente ao público, além de protegê-lo, exagerando e amplificando a sua fala. A roupa é inspirada nas tradições de carnavais europeus. Ela ativa e exagera a fala por meio de um elemento burlesco que desperta uma forma de curiosidade e precede qualquer ato verbal.”

Exposições individuais recentes incluem: ba c’çasbot du goliard, Beaux-Arts de Nantes, Nantes (2021); who pee on my boots, Beaux-Arts de Paris, Paris (2020); Qu’est-ce qui s’est échappé de la clôture de mes dents, Espace Six Elzévir, Paris (2019); The show must go on, must go on, Beaux-Arts de Paris, Paris (2019).

Exposições coletivas recentes incluem: 72ème Festival Jeune Création, Fondation Fiminco, Romainville (2022); Luc Balayette, Colporteur et Collecteur, L’Avancées, Fondation Pernod Ricard, Paris (2021). Courgeon irá participar da exposição The ring beyond the mat, uma mostra coletiva em três capítulos sobre a luta livre, no Riksidrottsmuseet, em Estocolmo (de outubro de 2022 a janeiro de 2023).

Courgeon recebeu recentemente os prêmios: Prix Villa Noailles (2022), Prix Art-Exprim (2022), Prix de la Cabane Georgia (2022) e Félicitation du Jury des DNASP Beaux-Arts de Paris (2021).

Joséphine Ducat-May (n. 1993, França) vive e trabalha em Achères-la-Forêt, França.

Formada na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris, Ducat-May estudou pintura no ateliê de pintura de Jean-Michel Alberola, tendo sido muito influenciada não só pelo trabalho do artista, mas também pelas antiguidades e coleções arqueológicas do Museu do Louvre, que fica próximo ao ateliê. Esses materiais abriram para ela o mundo das cerâmicas romanas e gregas, além do universo de ex-votos antigos, nos quais pintura e escultura coalescem em novas linguagens e resultados estéticos. Essa referência tem informado a maneira na qual ela trabalha, fundindo escultura e artesanato com técnicas da pintura.

Exposições coletivas recentes incluem: Amies, Muses, Artistes, Tajan Gallery, Paris (2020); Seuls Ensemble, H Gallery, Paris (2016); Le noir & blanc en couleurs, Lisières (2015).

Recentemente, Ducat-May recebeu os seguintes reconhecimentos: Prix de Sculpture, Fondation Joseph Epstein, ENSBA (2020); Bourses de Dessin Helene Diamond, ENSBA (2019); Prix d’encouragement de sculpture, Académie des Beaux-Arts (2015).

Nathanaëlle Herbelin (n. 1989, Israel) vive e trabalha em Paris, França.

Em sua pesquisa, que é inteiramente composta por pinturas de seus arredores, Nathanaëlle Herbelin cria pontes entre o íntimo e o político, entre o pessoal e o universal. Cada pintura é o resultado de um evento ou de um relacionamento vivido, evidenciando os diferentes contextos apreendidos. Por ser uma artista franco-israelita vivendo em Paris desde 2011, ela continua viajando com frequência para pintar em seu país natal.

Herbelin terminou um mestrado em 2016 na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris (ENSBA). Em 2015, foi convidada a frequentar a Cooper Union (Nova York, EUA).

A artista teve exposições individuais na França  (Jousse Entreprise, Hôtel de Guise, Dilecta, Yishu 8, em 2021) e no Palestinian Art Center, em Umm al-Fahm, além de mostras na China (2020), nos Estados Unidos (2019) e na Bélgica (2018).

Seu trabalho está presente na Fondation Pernod Ricard, em Paris (2017 e 2022); no Bétonsalon, em Paris (2019); na Collection Lambert, em Avignon (2017), além de outros espaços. As pinturas de Herbelin fazem parte de várias coleções públicas, incluindo: Musée des Beaux-Arts de Rennes, Musée de l’Abbaye Sainte-Croix, CNAP, FRAC Champagne-Ardenne, Pinault Collection, S.M.A.K. e Lafayette Anticipations.

Johan Larnouhet (n. 1988, França) vive e trabalha em Paris, França.

Desde que se formou na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris, em 2013, Johan Larnouhet emprega uma lente contemporânea aos gêneros tradicionais do retrato e da paisagem, ao mesmo tempo que combina imagens ficcionais e históricas para criar suas composições. Para Il faudrait que je me calme, Larnouhet apresenta uma paisagem em grande escala que agrega o arquétipo de uma paisagem urbana contemporânea, uma foto pessoal de um amigo e imagens de plantas e vegetações inspiradas em tapeçarias medievais e pinturas primitivas. Seus retratos, íntimos devido ao seu tamanho, mergulham na psicologia dos retratados – com frequência amigos próximos do artista –, conforme eles olham para longe do espectador.

Em 2018, Larnouhet teve uma exposição individual chamada Là où je peux être somnambule na Galerie Iconoscope, em Montpellier, realizada sob o convite de Michaël Roy e Sylvie Giraud.

As exposições coletivas de Larnouhet incluem: Where I Gaze, Mathilde le Coz x Dans les yeux d’Elsa, Paris (2022); Fresco, Kumo, em Ivry-sur-Seine (2022); Lost in Between, Galerie Alexandra de Viveiros, Paris (2016); Vendange Tardive, CAC, Meymac (2017).

Em 2017, ele participou de residências artísticas em Chamalot, na França, assim como em Bielefeld, na Alemanha. Foi pré-selecionado para o International Takifuji Art Award (2013); o Keskar Prize (2014) e o Prix Antoine Marin (2017). Seu trabalho foi adquirido pelo FRAC Limousin em 2019.

Maëlle Ledauphin (n. 1999, França) vive e trabalha em Le Mans, França.

Maëlle Ledauphin atualmente estuda Belas Artes em Le Mans, após ter completado um curso na Beaux-Arts de Marseille (INSEAMM). Il faudrait que je me calme é a primeira exposição coletiva da artista. O trabalho de Ledauphin é ancorado no desenho, mas inclui monotipias e pinturas feitas com tinta a óleo sobre madeira. Trazendo uma mistura de técnicas tradicionais e experimentais, seus trabalhos são inspirados no imaginário da ciência, da anatomia, da arqueologia e da história, tais como Four exit strategies (2022), Four delicate monotypes about birth-giving inspired by the accounts of a 17th-century midwife (2022) ou Calculis (2022), um desenho feito com giz pastel oleoso, inspirado na recente descoberta da artista de um artefato arqueológico mesopotâmico chamado calculi, que é considerado o primeiro sistema de envelope com uma estrutura primitiva de verificação de conteúdo.  

Pierre Seiter (n. 1992, França) vive e trabalha em Paris, França.

Pierre Seiter estudou na École Européenne Supérieure d’Art de Bretagne, em Rennes, antes de se formar na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris, em 2017. Tendo a fotografia como suporte (muitas vezes conceitual em sua essência), o trabalho de Seiter lida com a natureza do fazer imagético e o potencial autônomo das imagens fora do mundo físico no qual foram feitas. Para Il faudrait que je me calme, Seiter irá apresentar três fotografias produzidas em 2020.

Note (2020) é um pedaço de papel desdobrado extraído de um retrato de um cardeal pintado por El Greco. “Eu ainda não consigo entender o que mais me surpreendeu quando eu descobri esse detalhe. Um bilhete pontifical/papal jogado no chão. Embora o bilhete não seja legível e possa ter sido assinado pela mão de qualquer autoridade, eu optei por manter seu formato levemente curvado, que dá ao papel um peso significativo. O grão da fotografia introduz fragilidade e um aspecto de cola a essa imagem”, diz Seiter.  

Le Bouffon e Le masque vert (2020) são personagens baseados no processo de trabalho realizado no ateliê. “Eu estava trabalhando em um autorretrato como mendigo sem-teto e, com o passar do tempo, comecei a ter a impressão de que eu estava conhecendo essa figura pela primeira vez cada vez que eu acendia a luz do ateliê. Isso me levou a questionar a materialidade da luz.  Qual é a figura mais incarnada: aquela que tem corpo ou simplesmente a máscara que se preenche de luz?, pergunta-se Seiter.

As exposições individuais de Seiter incluem: Double single, PhotoSaintGermain, Galerie du Crous, Paris (2018) e Home Run, Beaux-Arts de Paris, Paris (2017).

Exposições coletivas recentes incluem:  Deux scénarios pour une Collection, Frac NormandieRouen, Rouen (2021); Coup de projecteur, PhotoSaintGermain, Beaux-Arts de Paris, Paris (2019); Felicita 18, Musée des Beaux-Arts, Paris (2018); e Le portrait impossible, IMMIX Galerie, Paris (2017).

Em 2018, Pierre Seiter recebeu o prêmio de fotografia pela sua participação na Felicita 18.  Em 2019, seu trabalho foi adquirido pelo FRAC Normandie.

Raphael Sitbon (n. 1991, França) vive e trabalha em Montreuil, França.

Raphael Sitbon, que se formou na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris em 2016, possui uma prática eclética que abrange suportes tais como giz de cera, carpintaria, cera, tapeçaria, cerâmica e vidro soprado. Os trabalhos escolhidos para Il faudrait que je me calme foram produzidos para a sua primeira exposição individual no Conservatoire d’art plastique de Pantin (2022), após ter recebido o prêmio Jeune Création, em 2020. Essas esculturas em grande escala, representando objetos domésticos comuns, são feitas de madeira, metal e resina. “Mas apenas a sombra desses objetos domésticos permanece”, explica Sitbon. “O que se segue é uma sucessão de formas e linguagens que expandem o objeto até que ele perca o nome e a função, antes de se tornar escultura”.

As exposições individuais de Sitbon incluem: Festina Lente, Conservatoire d’art plastique de Pantin, Pantin (2022).

Exposições coletivas recentes incluem: Le métier de vivre, Théâtre des expositions, ENSBA, Paris (2022); There will be light, Poush Manifesto, Paris (2021); Flat at Commissariat: Laure Flammarion, Espace Voltaire Paris, Paris (2021); 69ème édition de Jeune Création, Fondation Fiminco, Romainville (2020); e Aux sources des années 80, MASC musée Saintes-Croix, Les Sables d’Olonne (2019).

Sitbon recebeu o prêmio Prix du Le Pavillon Pantin Jeune Création (2019).

Thomas Cap de Ville (n. 1978, França) vive e trabalha em Paris, França.

Thomas Cap de Ville cresceu nos anos 1980 e 1990. Seu trabalho se baseia em mundos interiores. Ele coleciona objetos e obsessões como uma forma de prestar homenagem à adolescência e à contracultura, como um testemunho pessoal daquela época. Cap de Ville começou a trabalhar na indústria da moda produzindo vídeos em colaboração com músicos. Depois disso, passou a participar de projetos coletivos, incluindo aqueles na Fondation Cartier pour l’art contemporain (Paris, 2011). Em 2017, inaugurou sua primeira exposição individual – PAGE OF PENTACLES – na Goswell Road Gallery (Paris), para onde retornou em 2019 para uma segunda mostra individual chamada FAREWELL YOUTH, an archive 1996-2019. Em 2020, foi convidado para participar de uma residência na Le Confort Moderne (Poitiers), onde apresentou a sua primeira exposição institucional, com curadoria de Yann Chevalier.

Para Il faudrait que je me calme, Cap de Ville apresenta dois livros que foram produzidos entre 2020 e 2022.

WE WILL NEVER FORGET YOU é um livro com 44 testemunhos de pessoas que Cap de Ville descreve como “muito próximas e queridas para mim. Elas são as minhas raízes, como na imagem da capa. Elas aceitaram dividir fotos e legendas delas próprias de quando eram crianças e adolescentes. É a minha homenagem a elas, uma forma de agradecê-las”, diz o artista. 5 TIMES CLOSE TO DROWNING BEFORE I WAS 12 YEARS OLD é um livro feito à mão, no qual o artista se recorda das cinco vezes que quase se afogou quando era criança. Cap de Ville diz: “Eu gostava de fazer decorações desenhadas nas páginas de textos. A fita faz com que o livro pareça molhado”.

Exposições individuais de Cap de Ville incluem: Interlope, MK Gallery, Zagreb (2022); Splut, Exo Exo, Paris (2021); Psychophore,Le Confort Moderne, Poitiers (2020); FAREWELL YOUTH, an archive 1996-2019, Goswell Road Gallery, Paris (2019); PAGE OF PENTACLES, Goswell Road Gallery, Paris (2017).

Exposições coletivas recentes incluem: Charybis into Scylla, House of Spouse, Viena (2022), e Piégé.e.s inextricablement dans la formulation d’une émotion, Galerie Hussenot, Paris (2020).

Miranda Webster (n. 1991, Nova Zelândia) vive e trabalha em Londres, Reino Unido.

Miranda Webster, que estudou literatura na Victoria University of Wellington, na Nova Zelândia (2013), e pintura na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris (2021), pinta a partir da observação e passa grande parte do tempo olhando e acumulando detalhes para, assim, conseguir captar a fisicalidade de seus temas. Atualmente, ela está trabalhando com naturezas-mortas na forma de corpos paralelos, a partir das quais ela explora sensações físicas e a empatia em relação ao não humano.  

Meniscus (2020) é a primeira pintura de Webster que trata de uma sensação física. “Eu sempre me interessei pelo corpo e em como podemos observá-lo, mas, ao pintar Meniscus, eu estava tentando lidar com a experiência vivida do corpo e com uma forma de representá-la ou, até mesmo, de sugerir uma sensação física em uma pintura. É um momento de contato, carne com vidro, ponta dos dedos com água”, diz a artista.  

Bandage (2020) foi produzida ao mesmo tempo que Meniscus (2020), também explorando noções de fisicalidade e sensação. “Para mim, as flores assumem uma espécie de corporeidade, penduradas sobre a borda como uma mão. Elas são sinuosas, cansadas e frágeis. A atadura ao redor dos caules as transformam em um corpo, não só como uma analogia com o corpo humano,  mas também como um corpo não humano que necessita de cuidado por direito próprio”, diz Webster.

A artista participou da exposição Aura Par Procuration, Palais des Beaux-Arts, Paris (2021); Le Rayon vert – furtif et elliptique, Résidence Privée, Saint Ouen (2020); Qu’est-ce que ça ne veut pas dire? (2019), IESA Gallery, Paris; e Ailleurs, Glassbox, Paris (2019). 

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