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02/02 - 20/02 2021

A exposição de estréia de Paula Siebra em Nova Iorque é marcada por uma quieta e estudiosa contemplação dos muitas vezes descartados eventos do cotidiano. Suas composições simples e estáticas consagram e cristalizam pequenos momentos do ser; café e pão, o horizonte de uma mesa, ou um vaso com flores de papel são retratados com um senso de equilíbrio e importância sem som. Cada pintura parece provocar que o espectador seja suspenso do tempo, como se dissesse “pare” e então, “solte”.

O título Arrebol denota o avermelhamento do céu no pôr do sol e no amanhecer. Toda cena retratada na exposição é banhada por uma espessa luz âmbar. Trata-se da meia-luz entre as horas do dia e a cor da memória? Não se sabe ao certo. De um ponto de vista técnico, a meticulosa sutileza dos contrastes que emergem dos tons quentes é construída de várias camadas de tinta coloridas. O efeito visual de sobrepor tons neutros a fundos escuros, conhecido como “contraste sucessivo”, resulta nas delicadas vibrações da luz em suas pinturas.

Em Arrebol, sente-se profundamente a presença da cultura do nordeste brasileiro. O artesanato e as formas sintéticas de objetos de barro, bordados e fachadas geométricas estão sempre presentes. Através de seu trabalho somos introduzidos a cidadezinhas de sonho, objetos domésticos e rostos íntimos, mas anônimos. As pinturas de Siebra entonam um hino mais universal, aquele de sucessivos momentos que ressonam na música do dia-a-dia.

Paula Siebra nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1998.

Siebra expôs no Museu Nacional de Belas-Artes (2017); Centro Cultural Light (2018); Centro Cultural Correios (2019); Fábrica Bhering (2019); CasaCor (Brasília, 2018 and 2019; Fortaleza, 2020), Mendes Wood DM, Sao Paulo, Brazil (2020).

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